Seu voto é uma escolha.
Pressão não é.
Cinco dilemas sobre integridade, relações de poder e liberdade política no ambiente de trabalho. Uma experiência para refletir antes de decidir.
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- profissionais de empresas brasileiras
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- dilemas comportamentais
- 21–25/9
- semana anterior ao 1º turno de 2026
Integridade se constrói nas decisões da vida real.
A S2 Consultoria desenvolveu uma iniciativa cívico-social, gratuita e apartidária, voltada à conscientização e à prevenção do assédio eleitoral nas relações de trabalho.
Na semana que antecedeu o primeiro turno das Eleições 2026, profissionais de empresas brasileiras foram convidados a enfrentar dilemas comportamentais sobre liberdade de escolha, relações de poder e integridade.
O objetivo não é saber em quem alguém vota. É refletir sobre como decisões cotidianas podem proteger ou comprometer direitos.
ExperimenteConheça o dilema vivido pelos personagens.
DecidaEscolha o que faria antes de ver os resultados.
DescubraCompare as respostas e entenda o comportamento.
“Promover uma cultura de integridade é também criar condições para que as pessoas possam exercer suas escolhas com liberdade.”
Cinco dilemas. Cinco dimensões da liberdade.
Marina e André atravessam cinco situações. Nenhum dos dilemas exigiu revelar preferências políticas. Todos convidaram a refletir sobre decisões profissionais que podem interferir na liberdade de escolha.
Cada quadrado equivale a 1% das respostas registradas na pergunta: em azul, a alternativa considerada adequada; em laranja, a mais escolhida entre as demais. Os dilemas têm bases e exigências cognitivas diferentes; os valores não compõem uma escala psicométrica.
Em todos os dilemas, predominou a seleção da alternativa correta ou considerada mais adequada. O maior percentual ocorreu no dilema da escala de trabalho (93,4%); o menor, no dilema de contratação (76,8%). A diferença de 16,6 pontos percentuais é descritiva: não demonstra, isoladamente, significância estatística ou maior vulnerabilidade real.
O quarto dilema merece atenção pedagógica porque 15,2% das respostas registradas optaram por aprovar a contratação sem questionar os critérios. Uma decisão aparentemente protetiva pode não corrigir a falta de transparência do processo.
Saber o que fazer não garante conseguir fazer.
O modelo COM-B (capacidade, oportunidade e motivação), de Michie e colaboradores, ajuda a organizar a reflexão. Selecionar uma resposta adequada em um dilema hipotético pode refletir reconhecimento de uma conduta, mas o comportamento no mundo real também depende das condições sociais e materiais e dos processos motivacionais presentes no contexto.
Reconhecer o risco e ter repertório para responder.
Ter canais confiáveis, autonomia e condições concretas para agir.
Sustentar decisões diante de expectativas, recompensas e custos percebidos.
COM-B é um referencial interpretativo, não uma dimensão diretamente mensurada nesta pesquisa.
Triângulo do Assédio
Metodologia autoral desenvolvida por Renato Santos, da S2 Consultoria, que considera escassez, abuso de poder e racionalização na leitura de situações de assédio. Neste relatório, atua como lente conceitual e não como teste validado por estes cinco dilemas.
Evidências da pesquisa da S2 sobre assédio moral, que analisa o Triângulo do Assédio e a Roda da Mudança Comportamental. Não são dados desta pesquisa sobre assédio eleitoral. Nos códigos temáticos, os números indicam [número de citações – número de relações].
Acesse a pesquisa completa ↗
O que as organizações podem fazer?
Revisar práticas de comunicação, critérios de seleção, concessão de benefícios, planejamento de escalas e proteção contra retaliação.
Utilizar dilemas contextualizados para ampliar o reconhecimento de riscos e treinar respostas práticas, especialmente quando alternativas inadequadas parecem bem-intencionadas.
Assegurar canais e procedimentos técnicos de recebimento, avaliação e apuração de relatos, com confidencialidade, imparcialidade e proteção das pessoas envolvidas.
Limites de interpretação
Os percentuais referem-se às respostas registradas em cada questão, não a uma amostra necessariamente idêntica nos cinco dilemas.
O instrumento registra escolhas declaradas em cenários hipotéticos; não mede a ocorrência real de assédio eleitoral nem observa condutas profissionais efetivas.
As perguntas possuem conteúdos e exigências cognitivas diferentes; comparações entre percentuais devem permanecer descritivas.
Sem caracterização adicional da seleção dos participantes, não é adequado generalizar os resultados à população trabalhadora brasileira.
O Kahoot pode apresentar percentuais de acertos calculados sobre uma base distinta, que inclui participantes sem resposta. Este relatório utiliza as respostas registradas para mostrar a distribuição das alternativas. No Capítulo 3, a pergunta avalia o reconhecimento de fatores de risco, não uma decisão prática.
Referências: Michie, van Stralen e West (2011); Kahneman e Tversky (1979); Cialdini e Goldstein (2004); Samuelson e Zeckhauser (1988); Thaler e Sunstein (2008).